Quando você chega na etapa de escolha de revestimentos de uma obra nova ou reforma, todo mundo adora palpitar em quais placas cerâmicas colocar. Hoje as casas de materiais de construção tem uma variedade gigante de placas, azulejos e porcelanatos com preços bastante competitivos. Mas todo mundo se esquece de escolher dois itens fundamentais para a qualidade final do revestimento:

O tipo de argamassa colante e o tipo de rejunte ideal para cada revestimento.
Vamos explicar pra que serve e quais tipos de rejuntes existem.

PARA QUE SERVE O REJUNTE?
O rejunte tem várias funções nos revestimentos cerâmicos. Ele é um material que, além de auxiliar no desempenho estético do piso ou azulejo, preenche as juntas entre cada placa, garantindo a regularidade superficial. Essa capacidade de vedar o revestimento evita a penetração de água e umidade nas juntas e promove mais salubridade ao acabamento.
Como o rejunte é um composto mais maleável que a cerâmica ou porcelanato, sua maior resiliência proporciona alívio de tensões do pano revestido. Essa capacidade facilita a troca de placas cerâmicas, quando uma manutenção for necessária, seja para trocar peças quebradas ou dar manutenção nas instalações hidráulicas.
O rejunte também é utilizado também para compensar as irregularidades dimensionais das placas, facilitando o alinhamento. Ou, então, se o seu azulejista ou assentador de piso não caprichar em algum cantinho, o rejunte disfarça essa pequena falha.

TIPOS DE MASSA DE REJUNTE
Temos três principais tipos de massa de rejunte disponíveis para comprar:

Rejunte Cimentício: Sua composição é cimento + agregados minerais (areia fina) + pigmentos (para atingir a tonalidade do seu piso) + aditivos e polímeros (que variam conforme o tipo de exposição que o revestimento terá).
Rejunte Acrílico: Composto por uma resina acrílica, cimento (sim, ele também tem cimento!), agregados minerais, pigmentos, aditivos e polímeros.
Rejunte Epóxi: É um produto bicomponente de resina epóxi (em várias cores) e catalisador (que provoca o endurecimento da massa).

Vamos ao primeiro critério: Cor. A maioria das pessoas escolhe um tom próximo das placas cerâmicas para provocar a sensação de continuidade. Mas isso não é uma regra, muita gente prefere rejuntes em tons escuros porque “esconde” a sujeira. Também há quem prefira cores em contraste das placas para formar a arquitetura do espaço. Logo, não há regras para esse critério.

Segundo: local de aplicação. Todos possuem praticamente os mesmos usos: interior e exterior para pisos e paredes em condições normais de uso, tais como banheiros, cozinhas, lavanderias… Assim, sua escolha é quase exclusivamente de acordo com os últimos critérios.

Tamanho da junta: esse é um critério relevante para a escolha! Os rejuntes cimentícios são indicados para juntas maiores, trabalhe com o intervalo entre 3 e 10 mm para facilitar sua aplicação. Para juntas menores, recomenda-se usar rejunte acrílico ou epóxi.

Há diferença de acabamento, então? É claro que há. O rejunte cimentício é o mais barato e o que dá menor acabamento, isto é, ele é mais rugoso e áspero. Já o acrílico, um pouco mais caro, é mais liso. Você já deve imaginar, então, que o Epóxi é o que dá o acabamento mais perfeito!

Vale comentar que o rejunte de epóxi precisa de uma mão de obra que tenha experiência de aplicação. Erros não são reparáveis, se o serviço apresentar rebarbas ou ficar esteticamente ruim, será necessário trocar as placas da região afetada.
Observe bem sua obra e acerte na hora de escolher o rejunte ideal!